segunda-feira, 21 de abril de 2008

Solidão

Hoje a solidão tomou conta de mim,
Então afogei-me num mar de tristeza.
Hoje eu sei...
Que estar sozinha é estar envolvida por todos,
E não sentir ninguém ao meu lado.
Hoje eu chorei.
E ao chorar senti o meu corpo desmanchar-se em lágrimas.
Então ouvi no silêncio, uma história triste,
Narrativa de páginas negras, escrita com meu sangue.
Hoje eu vi a escuridão diante dos meus olhos,
E senti as dores do mundo por seus espinhos.
Espinhos que cortam minha carne sem piedade.
Hoje meu coração bate acelerado,
Minha respiração é ofegante.
Sinto meu sangue borbulhar.
Hoje meus pensamentos sangram o nada.
Meus músculos estão inoperantes.
Minhas palavras não existem.
Hoje a solidão perfurou meu coração,
E nele deixou a dor e o sofrimento.
Hoje a solidão tomou conta de mim,
Então eu chorei.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Start


Tudo para começar precisa de um ponto de partida. E aqui estou eu, no início de uma nova fase. Há muito tempo que planejo criar um espaço onde eu possa colocar meus pensamentos e idéias, a fim de compartilhar com meus amigos. Neste momento milhões de palavras passam por minha mente, sendo difícil organizá-las de forma clara e racional. Quero dizer tantas coisas, mas nem sei ao certo por onde começar. Antes esta tarefa para mim era muito fácil, porém agora me parece extremamente difícil. O que dizer, por onde começar...

Vou fazer como o rio, vou seguindo meu curso com minhas idéias sempre em frente, e quem sabe assim, consigo adicionar a estas páginas aquilo que me vai à alma, e que já não quero mais calar, espero que alguém consiga ler estes meus devaneios e não se canse, pois a pior coisa será não ter para quem dizê-las.

Neste momento estou aqui, em plena madrugada, lutando com este desejo imenso de desabafo. Desabafo dos sonhos não realizados, do tempo perdido, das palavras caladas e sentimentos sufocados. Será que além de mim existem outras pessoas com estes mesmos pensamentos? Com estas mesmas aflições? Ou serei eu apenas a me deparar com isso?

Pudera eu saber que não estou só, que tenho pelo menos a sua companhia nesta noite fria, silenciosa e triste. Pudera eu saber que me entende e compreende, e que minhas palavras não são vazias, que não são inúteis.

Quantas dúvidas e receios. Por que me esconder a este ponto? Será que conseguirei ultrapassar estas barreiras?

Perdoe-me, se neste momento já não queres mais seguir a frente. Se já te abate o desânimo frente a estes meus pobres pensamentos. Tentei nesta investida dar início à exposição de tudo aquilo que me invade o peito adentro, mas vejo que foi mais uma vã tentativa, que ficará nestas poucas linhas perdidas no esquecimento.

Desisto, pois percebi que lá se vão meus pensamentos ao vento.

Boa Noite! Quem sabe amanhã consigo, pois hei de tentar novamente.